segunda-feira, 13 de março de 2006

Eleições na América Latina caminham para a oposição” “Eleição no Brasil é uma interrogação”

“Eleições na América Latina caminham para a oposição”

“Eleição no Brasil é uma interrogação”


A Libertação de um povo sofrido.

Os países das América Latina, dominados e colonizados, de certa forma, com o espírito de “quintal” dos países europeus, isso até meados da segunda guerra mundial. E posterior a isso sofreu a influência da dominação dos EUA. Para entender esses fatos precisa-se analisar como esses países foram colonizados. Normalmente os colonizadores erguiam bandeiras num processo de força estabelecendo seus territórios e o poder local através da coerção (forças armadas) era dirigido por uma nobre (família rica burguesa) que ditava as regras e era a lei, era o sistema de monarquia, implantado nesses países. Com a vinda da emancipação desses territórios em Estado nação começam a surgir às democracias.
Nem por esses países terem se tornados “democráticos”, o poder estava nas mãos dos cidadãos. Poucos podiam votar e ser votado. Se observarmos a maioria dos países Latinos Americanos viveram uma democracia plena, o processo de democracia é muito recente para esses povos. Como o acesso em educação, em comunicação e em uma recessão social, os povos começam a ter esperanças de mudanças e deixar de ser colonos e realmente emancipar-se no processo democrático, como apresenta bem tardio. O Brasil é um grande exemplo disso. É um país jovem com apenas quinhentos anos de sua ocupação pelos portugueses tem como nação cento e oitenta e dois anos, que é república tem aproximadamente cem anos, desses cem anos sessenta o voto passa a ser reconhecido e seus representantes eleitos (mas só plenamente após a segunda guerra mundial quando as mulheres começaram a ter direito de voto), ainda não para por aí, desses cinqüenta anos passamos por vinte anos de ditadura militar sobrando 30 anos de democracia plena. É um tempo bem pequeno em experiência no exercício de uma cidadania “ativa”, se podemos dizer assim.
Para compreendermos porque os países da América Latina vêm tomando posições de “esquerda”, poderíamos dizer mais socialistas. É que o direito do povo que move a economia vem sendo tolhido desde a colonização. No entanto, é percebido também que são os clãs das mesmas famílias que no passado dominou desde a colonização e que ainda continuam detendo o poder de decisão através do poder econômico. Mesmo nessas ultimas décadas partidos de esquerda vêm assumindo posições mais relevantes no cenário político, ainda pesa as condições econômicas e as condições sociais deixadas que marcam essa “quebra de braço”. Quanto mais o povo clama por necessidades básicas menos eles dão importância para o processo democrático de direito. Alem do antagonismo social interno, a globalização ou mundialização assombram essas nações através do processo cultural consumista dos países do Norte.
Voltando no caso brasileiro, estamos vivendo uma democratização popular, podemos observar a disputa através de dois partidos ou melhor dizendo de duas alas da sociedade brasileira. Já denominada “Esquerda” e “Direita”. O que entendemos como “Esquerda”? é a ala da sociedade popular da grande massa ou os que almejam mais justiça social, a redução das diferenças nas condições básicas como: emprego, moradia, educação, saúde entre outras necessidades de qualidade, e quem oferece isso é o Estado que tem o papel mediador de conflitos. Do outro lado temos a “Direita” que defende o direito privados das coisas, a livre concorrência na busca das necessidades. Contudo, a diferença das relações no acesso aos recursos sociais também são diferentes, neste caso essa ala pode comprar esses direitos (poder econômico).
O que é o Estado? O Estado é uma instituição formada por leis que regem a sociedade, mas são os governos que aplicam essas leis regulando as condições econômicas e sociais. Portanto, está aí a grande disputa entre a ala da “Esquerda” e “Direita”.
Um estudo muito recente vem apontando que no Brasil aproximadamente os clãs de vinte mil famílias detêm o poder econômico nacional.
Para saber em que rumo o Brasil vai seguir podemos comparar como os governos se comportam e como eles disputam seus espaços no Estado. Essa correlação de força entre os detentores do poder econômico e os detentores da força de trabalho é um suspense que tomará rumo mesmo se necessário for por um conflito mais pontual. O processo brasileiro e mesmo dos países da América Latina estão passando por mudanças de conceito da política. Esse paradigma político partidário de representação é muito dinâmico e complexo. Só entendendo o Estado como instituição que tem o papel de suprir as necessidades comuns sem prevalecer as partes é que teremos uma verdadeira democracia social.
Alexandre Augusto Ceccon Formado em Geografia pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letra de Ouro Fino, Especialista em Gestão Pública pela UNICAMP. Artigo de 25/02/2006 às 02:35 h

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